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Mulheres não precisam mais dos homens nem para reproduzir?

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Enviado por | 03 de abril de 2008 às 14:30 | Armazenado em Coisas da Ciência   
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mulher gravida flor Mulheres não precisam mais dos homens nem para reproduzir?

Em janeiro deste ano um grupo de cientistas britânicos da Universidade de Newcastle mostrou como é possível fabricar um espermatozóide a partir de uma célula-tronco adulta feminina (a medula, por exemplo).

Com isso, via inseminação artificial, um casal de lésbicas poderia procriar. Imagine agora se metade das lésbicas optasse por esse método para ter filhos. Ou melhor, filhas: homens têm um par de cromossomos XY e mulheres, XX; a união de dois gametas femininos só pode resultar no nascimento de uma fêmea.

Fizemos as contas para você: em apenas 350 anos, já haveria um desequilíbrio significativo, com dois terços das pessoas no mundo sendo mulheres. “Com o aumento da população feminina, podemos ter o relacionamento entre mulheres como uma regra social mais tranqüila. Cresceria, talvez, o número de lésbicas”, especula Débora Diniz, professora de bioética da UnB.

Para tudo isso fazer sentido, a fertilização in vitro precisa ser uma realidade acessível. Isso já começou a acontecer em alguns lugares. “No Brasil, o tratamento ainda precisa ser pago pelos pacientes, mas na França, por exemplo, ele é coberto pelos planos de saúde”, diz o médico Roger Abdelmassih, dono de uma clínica de inseminação artificial que pesquisa a criação de espermatozóides a partir de células-tronco.

Na Inglaterra, onde 1 em cada 100 crianças nasce de inseminação artificial, a procura de casais de lésbicas por esse método cresce mais rapidamente que entre heterossexuais. “É uma procura que os médicos não calculavam acontecer”, afirma a socióloga Martha Ramirez, pesquisadora de Novas Tecnologias Reprodutivas da Universidade Estadual de Londrina, Paraná.

Com o desequilíbrio populacional e uma maioria heterossexual, os homens sobrando iriam se dar bem. “Especulando de novo, a poligamia seria necessária. Talvez a população tivesse que apelar a esse tipo de estratégia”, diz Martha

A superioridade numérica das mulheres significaria também uma humanidade mais sadia, pelo menos no que diz respeito a doenças hereditárias cuja manifestação está relacionada ao cromossomo Y. “Haveria uma redução de doenças graves num primeiro momento, como daltonismo, distrofia muscular ou hemofilia tipo A. Mulheres podem ser portadoras, mas não têm essas doenças”, explica a professora de genética Maria Rita Passos-Bueno, da USP.

Do ponto de vista sociológico, é provável que postos de liderança começassem a ser ocupados por mulheres, refletindo a nova composição populacional. Isso significaria, para começar, governos menos autoritários e belicosos. “Pesquisas apontam que as mulheres gostam mais da colaboração e do consenso do que os homens. Elas têm grande disposição para prevenir e parar conflitos por serem motivadas a proteger os filhos”, afirma a ativista americana Marie Wilson, autora de Closing the Leadership Gap: Add Women, Change Everything (“Acabando com a Diferença na Liderança: Adicione Mulheres, Mude Tudo”, sem tradução para o português).

Fonte: Superinteressante

Fica regsistrado aqui o meu repúdio a este tipo de experiência que em nada contribui para a sobrevivência da nossa espécie. Gostaria de saber o motivo que leva estes desocupados a fazer este tipo de pesquisa ao invés de tentar achar a cura da AIDS, do câncer e tantos outros problemas que nos afligem.

Nunca fui (e talvez nunca seja) a favor de pesquisas com células-tronco, ainda mais quando cientistas resolvem brincar de Deus.

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8 Comentários

  1. Comentado por Anonimo no dia 16 de março de 2009 às 1:54

    Só para que fique bem registrado aqui…

    A questão não é brincar de ser Deus, mas sim dar felicidade a quem não pode ter pelos métodos normais. E se você não sabe as pesquisas para a cura da AIDS já está bem avançada, o que significa que é bem provável que em pouco tempo a cura seja 100% concluída. Que esse tipo de ignorância seja banida das pessoas!

  2. Comentado por Anonimo no dia 16 de março de 2009 às 2:00

    PS.: As pesquisas com células-tronco tem a finalidade de curar doenças como o cancer!

  3. Comentado por Giovanni no dia 16 de março de 2009 às 11:26

    Sr. Anônimo:

    Em primeiro lugar, como eu disse no post, sou totalmente contra este tipo de pesquisa, com certeza. São pesquisas que em nada contribuem para o progresso da humanidade.

    Se há o método natural (Homem x Mulher), por qual motivo buscam-se métodos alternativos (Homem x Homem ou Mulher x Mulher)?

    Afinal, que tipo de exemplo, ou referência, uma criança poderia ter se fosse gerada por duas mulheres?

    E a parte psicológica dela? Isso ninguém leva em consideração, não é mesmo?

    Bem, eu poderia criar vários tópicos sobre os motivos que me levam a ser contra as pesquisas com células-tronco, este tipo de pesquisa etc.

    De fato, os cientistas, muitas vezes, se acham os donos do mundo, e resolvem brincar de Deus, sim.

    Afinal, qual a vantagem da clonagem humana, entre outros?

    Se és a favor, ótimo. Mas eu, sou contra. Ok?

    Ótima semana para você.

  4. Comentado por Beatriz no dia 29 de dezembro de 2009 às 13:53

    Sou filha (adotiva, porém não legítima) de duas mulheres e considero meu psicológico perfeito, elas como meus maiores e melhores exemplos e acredito que a pesquisa com células-tronco é muito bem vinda ao mundo; não se trata de ‘brincar de Deus’, trata-se de buscar melhorias :] Homossexuais não escolheram ser homossexuais, assim como heterossexuais também não, então porque uma lésbica precisaria fazer sexo com um homem para ter um filho?

  5. Comentado por Giovanni no dia 03 de janeiro de 2010 às 23:31

    Olá Beatriz.

    Primeiramente, obrigado pela visita e pelo comentário.

    Fico feliz que o seu psiclógico seja perfeito.

    Não sou contra a opção sexual de cada indivíduo, pelo contrário, acredito que todos devem ser felizes ao seu modo.

    Mas, sou totalmente contra tirar a vida de um ser humano, mesmo que embriões, para fazer pesquisas.

    Além disso, ainda que você, e assim como você, milhões de outras pessoas sejam filhas e filhos de homosexuais e vivam perfeitamente, gostaria que você refletisse: O que seria do mundo se todas as lésbicas resolvessem, através do método do artigo ter seus filhos?

    Simplesmente correríamos o risco de ter um desequilíbrio no planeta, pois teríamos muito mais mulheres sendo geradas do que homens.

    Até aí, tudo bem, mas eu pergunto: quando criança, ou até mesmo hoje, você não sente a falta de um pai? Uma referência masculina?

    Enfim, não é tão simples assim. É uma questão, inclusive, da sobrevivência da espécie humana.

    Esse, inclusive, é um assunto que pretendo abordar em um outro post.

    Espero que volte mais vezes, apesas da divergência de opiniões.

    Um feliz 2010!

  6. Comentado por Beatriz no dia 03 de janeiro de 2010 às 23:56

    Bom, embriões congelados há mais de três anos, se não me engano, não podem mais ser fecundados, logo não vejo porquê de não serem utilizados para pesquisa, ainda que não com fins reprodutivos :]

    Quanto ao referencial masculino… Filhos de pais separados, órfãos de pai e pessoas que nunca o conheceram sentem no mínimo curiosidade de saber como teria sido sua vida com ele; não fui excessão à regra, principalmente por conta do preconceito que por vezes sofria na escola, etc, tinha curiosidade de saber como é ter um pai, necessidade… não ^^ Referencias masculinas existem tantas por aí a fora, não é como se eu precisasse saber que um homem me fez, não é como se isso me guiasse ou me protegesse.

    Um mundo com maioria feminina? Numa fecundação normal temos os cromossomos XX femininos e os XY masculinos, teoricamente 3x mais chances de se ter uma menina à um menino, mas ainda temos uma população relativamente equilibrada, logo, não acho que seria catastrófico ou mesmo ruim para a sobrevivencia da espécie como alguns tentam pregar :]

    Voltarei, aguardo o novo post e feliz 2010 ^^

  7. Comentado por Beatriz no dia 03 de janeiro de 2010 às 23:56

    Bom, embriões congelados há mais de três anos, se não me engano, não podem mais ser fecundados, logo não vejo porquê de não serem utilizados para pesquisa, ainda que não com fins reprodutivos :]

    Quanto ao referencial masculino… Filhos de pais separados, órfãos de pai e pessoas que nunca o conheceram sentem no mínimo curiosidade de saber como teria sido sua vida com ele; não fui excessão à regra, principalmente por conta do preconceito que por vezes sofria na escola, etc, tinha curiosidade de saber como é ter um pai, necessidade… não ^^ Referencias masculinas existem tantas por aí a fora, não é como se eu precisasse saber que um homem me fez, não é como se isso me guiasse ou me protegesse.

    Um mundo com maioria feminina? Numa fecundação normal temos os cromossomos XX femininos e os XY masculinos, teoricamente 3x mais chances de se ter uma menina à um menino, mas ainda temos uma população relativamente equilibrada, logo, não acho que seria catastrófico ou mesmo ruim para a sobrevivencia da espécie como alguns tentam pregar :]

    Voltarei, aguardo o novo post e feliz 2010 ^^

  8. Comentado por N. no dia 13 de setembro de 2011 às 11:59

    Uma criança é alimenta por amor, afeto e proteção e não necessariamente por ÓRGÃOS SEXUAIS distintos! Tem muito homem que não dá exemplo nenhum pra o filho, e muita mulher também, isso é no geral e a união destes não significaria em um bom exemplo pra um filho, e aí????

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